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Decisão do DF sobre homossexualidade chocou e revoltou diversas pessoas na última semana.

 

Por: Kevin Andrade Santos

 

Como já é de conhecimento geral, o juíz Waldemar Cláudio de Carvalho aprovou, nesta segunda-feira (18), uma liminar que permite que psicólogos façam terapias de reversão sexual; ou seja, algo que supostamente ajuda a redirecionar a orientação sexual de um indivíduo. Em outras palavras, a famigerada cura gay.

Diversas pessoas, inclusive artistas famosos, se revoltaram com a decisão e protestaram, afirmando que "homossexualidade não é doença".

Segunda, 20 Novembro 2017 14:59

De padrinho a pai


"Em 2013, resolvi voltar a fazer algum trabalho voluntário e fui procurar na internet e por acaso (ou não) havia uma chamada de último dia de inscrição para o programa de apadrinhamento afetivo organizado pelo Instituto Amigo de Lucas em Porto Alegre, que eu não sabia o que era. Vi na hora que envolvia crianças e abrigos, então me interessei.

Mesmo sendo de Gravataí, região metropolitana, consegui me inscrever, pois na minha cidade não consegui contato com ninguém sobre apadrinhamento e até hoje dizem que existe, mas nunca ninguém viu, nem sabem como fazer para apadrinhar uma criança.

Segunda, 20 Novembro 2017 14:59

Não sou bonzinho

Uma coisa que é legal, e sei que as pessoas fazem de coração é dar parabéns a quem adota. Confesso que isso chegou a me incomodar em algum momento, mas hoje processo em minha mente de outra forma. Independente da intenção de quem parabenizou, entendo a seguinte mensagem “Parabéns por ter esse filho maravilhoso, presente de Deus”.

Sei que rola uma espécie de PNL (Programação Neurolinguistica) para que meu cérebro interprete de uma maneira positiva na hora, para que eu não seja mal educado e não fale o que penso sobre os ‘parabéns’ de alguns.Não posso ser ingrato, mas também não posso ser ingênuo.

Sei que grande parte das pessoas acreditam que quem adota está fazendo caridade (geralmente por falta de informação mesmo) e é apenas aí que me afeta. Somos falsos bonzinhos e como disse Saramago, os animais podem ser selvagens, mas apenas o homem é cruel.

Segunda, 20 Novembro 2017 14:58

Os meus, os seus, os nossos

Novas configurações de família chamam atenção para necessidade de mudanças nas leis brasileiras

Jane ama Lívia, que tem dois filhos de dois relacionamentos diferentes. Uma família de quatro pessoas. Rogério ama Weykman, que compartilhava com ele a vontade de ser pai. Hoje são uma família de seis pessoas. Cristina já estava com a vida toda encaminhada, solteira e mãe de um rapaz já crescido. Depois de adotar um menino, forma uma família de três pessoas. Carolina e Flávia se conhecem há muitos anos, e há 10 estão em um relacionamento sério que trouxe na bagagem dois filhos de outros relacionamentos. Mais uma família de quatro integrantes.

Para o Estatuto da Família, apenas Cristina e seus dois filhos fazem parte de formação familiar.

Estas são matérias polêmicas, pois ainda existe muito preconceito e valores judaico-cristãos enraizados na nossa sociedade que penalizam estas duas temáticas, apesar do Papa, recentemente, já ter abençoado um casal de lésbicas, numa clara demonstração de tolerância relativamente à orientação sexual.
Preconceito posto de parte, esta é uma questão de direitos humanos.

Independentemente da orientação sexual e gênero, todos tem direito a constituir família e esta norma está consagrada não só na nossa Constituição como na lei internacional. Não pode haver discriminação com base na orientação sexual.

Acrescento ainda que o que precisamos é de famílias, sejam elas de casais homossexuais e heterossexuais ou mesmo monoparentais, que amem os seus filhos e respeitem as crianças e os seus direitos. Já basta de, hipocritamente, justificar com o injustificável.

Estas são matérias polêmicas, pois ainda existe muito preconceito e valores judaico-cristãos enraizados na nossa sociedade que penalizam estas duas temáticas, apesar do Papa, recentemente, já ter abençoado um casal de lésbicas, numa clara demonstração de tolerância relativamente à orientação sexual.
Preconceito posto de parte, esta é uma questão de direitos humanos.

Independentemente da orientação sexual e gênero, todos tem direito a constituir família e esta norma está consagrada não só na nossa Constituição como na lei internacional. Não pode haver discriminação com base na orientação sexual.

Acrescento ainda que o que precisamos é de famílias, sejam elas de casais homossexuais e heterossexuais ou mesmo monoparentais, que amem os seus filhos e respeitem as crianças e os seus direitos. Já basta de, hipocritamente, justificar com o injustificável.

Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”