Adoção
    
Domingo, 20 Maio 2018 17:04

SuperPai solo adota 4 crianças especiais sozinho


FONTE: PAI MODERNO

Desde pequeno, o sonho do britânico Benjamin Carpenter, de 33 anos, era de ser pai. E ele não esperou encontrar alguém para por em prática seu desejo e, sozinho, adotou quatro crianças especiais.

Mas o caminho não foi fácil. Benjamin teve que esperar cerca de três anos para adotar seu primeiro filho, Jack, que tem autismo e TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), há 10 anos. Isso porque precisou convencer as autoridades inglesas de que ele encarava a adoção como algo sério.

Depois desse tempo todo, ganhou a guarda do pequeno e se tornou um dos homens gays mais novos a adotar uma criança no país.

Mas, não foi o bastante. Ele seguiu seu plano de aumentar a família e depois de Jack, outras três crianças vieram: duas meninas e um menino, todos adotados.

“Por ser criado em uma família religiosa, eu sempre tive um grande carinho em mim. Adoção sempre foi a primeira opção, enquanto ter filhos biológicos nunca foi a prioridade”, disse Benjamim ao site Unilad.

Ruby, de 6 anos, é portadora da Síndrome Pierre Robin, que acarreta problemas de mobilidade e na visão. Já Lilly, de 5 anos, tem deficiência auditiva, fator que motivou Benjamin a aprender linguagem de sinais.

Por último o caçula Joseph, de 2 anos, que tem Síndrome de Down e algumas complicações relacionadas com a trissomia.

O preconceito ainda está presente na sua vida e, ainda hoje, Benjamin passa maus bocados ouvindo opiniões negativas por ser um pai homossexual solteiro.

Mesmo assim, afirma que não se arrepende da escolha da adoção e está muito feliz com seus filhos. “Eu escuto comentários do tipo ‘não é certo’ e ‘todos os seus filhos vão ser gay porque você é gay’. Você tem que ser verdadeiro com você mesmo quando estiver na jornada de adoção sobre o tipo de criança que sente que combina melhor com você e a sua família”, orienta.

A estratégia que Carpenter usa contra essas opiniões maldosas é a paciência, conscientização e correção. Para ele, 70% das pessoas costumam mudar de ponto de vista a partir do momento que conhece ele. Para ele, o mundo e a mentalidade dos indivíduos estão mudando.

E para quem pensa que ele parou, está enganado. O pai não descarta os planos de adotar uma quinta criança porque, de acordo com ele, os filhos são a sua maior alegria da sua vida.

“Eu acordo todo dia e penso: como seria a minha vida sem as crianças? Sei que eu estaria vazio, com certeza”, completa.

Em um mundo onde caras abandonam companheiras grávidas, negam a assumir responsabilidades e pagar pensão, é muito reconfortante ver exemplos de homens como Benjamin, que ajuda a dar esperança e transformar o mundo em um lugar melhor para se viver.
Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”