Adoção
    
Domingo, 01 Julho 2018 02:10

Adoção tardia é a principal escolha de casais gays do DF




FONTE: DESTAK 

Diferentemente dos demais candidatos, em 100% dos casos eles optam por crianças acima dos quatro anos

Na contramão dos modelos tradicionais de adoção – nos quais as famílias preferem adotar bebês recém nascidos - os processos de adoção abertos por casais homoafetivos do Distrito Federal têm subvertido essa tendência. Nos dois últimos anos, todos os processos concluídos por casais gays foram para adotar crianças acima dos 4 anos e com irmãos, de acordo com levantamento da Vara da Infância.

Em 2016, oito casais homoafetivos concluíram seus processos de adoção no DF. Desses, um acolheu três crianças, outro duas, e os outros seis casais acolheram uma criança cada. Em 2017, outros oito casais adotaram. Um se tornou pai de três crianças, dois casais acolheram duas, e cinco receberam uma criança cada. Essas adoções representaram mais de 30% de todas as que foram feitas nos dois últimos anos.

De acordo a Vara da Infância, os casais homoafetivos são mais abertos a perfis diferentes para adotar. Para a psicóloga e presidente do Grupo Aconchego, Soraya Pereira, a diferença entre casais homoafetivos e heteros se dá, muitas vezes, pelos modelos que são impostos pela sociedade.

"Não que seja regra, mas a maioria dos casais opta por adotar bebês e acompanhar todo o crescimento da criança. Já os homoafetivos tiveram de enfrentar tantos obstáculos por causa da orientação sexual que são mais abertos. Só querem escolher uma criança, da idade que for, para oferecer um lar", comenta Soraya.

Balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça apontou que 92% dos meninos e meninas à espera de adoção têm mais de 7 anos. Mas dos 37 mil pais que querem adotar, apenas 9% acolhem crianças dessa idade ou mais velhas. Para Soraya, essa conta nunca vai fechar se a mentalidade dos pretendentes não mudar.

"Hoje, no DF, um processo dura em média dois anos, ou seja, quando o pai conclui a parte burocrática aquela criança desejada já não será mais recém-nascida. Então, devemos olhar para as outras crianças que também necessitam de um lar e estão ali procurando por uma família", explica Soraya.

Atualmente, o DF tem 120 crianças e adolescentes cadastradas no sistema de adoção. Mais de 60% delas têm 12 anos ou mais. Por outro lado, nenhuma das mais de 520 famílias cadastradas na lista de espera manifestou desejo de ser pai ou mãe de uma criança com mais de 10 anos.

Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”