Adoção
    

Adoção

Segunda, 20 Novembro 2017 15:56

A magia da adoção e espiritualidade

Talvez já pensamos em adotar um filho um dia, mas muitas dúvidas e incertezas surgem pelo caminho ou ainda temos medo e tantos preconceitos.

Primeiramente, vamos entender o que é uma adoção. Adoção é um termo associado à possibilidade de uma mãe que não tenha condições biológicas naturais, por razão de infertilidade entre outras situações de conseguir gerar um filho. Por esses e outros motivos, a mulher resolve adotar uma criança e juridicamente, tudo será resolvido e o futuro pimpolho terá os mesmos direitos de um herdeiro biológico.

Perante a lei brasileira, quem pode adotar uma criança e quem pode ser adotado?

Os adultos maiores de 18 anos, que seja pelo menos 16 anos mais velho que o adotando; divorciados ou separados podem adotar uma criança, desde que a convivência tenha iniciado durante a união conjugal e desde que acordem com o sistema de visitas. Os avós ou irmãos não podem adotar. Neste caso, é preciso um pedido de Guarda ou Tutela que deverá ser ajuizado na Vara de Família do Fórum de sua residência.

A adoção é considerada uma medida de proteção à criança e ao adolescente. Muito mais que os interesses dos adultos envolvidos, é relevante se a adoção trará à criança ou adolescente a ser adotado reais vantagens para seu desenvolvimento físico, educacional, moral e espiritual.

Sua finalidade é satisfazer o direito da criança e do adolescente à convivência familiar sadia, direito este previsto no artigo 227 da Constituição.

A adoção tem caráter irrevogável, ou seja, aquele vínculo jurídico com a família biológica jamais se restabelece, ainda que aqueles que adotaram vierem a falecer.

Doação de bebês

Poucas pessoas sabem que um bebê pode ser entregue para adoção depois que a mãe biológica declara ao Conselho Tutelar de seu município os motivos pelos quais ela não pode ficar com a criança.

O psicólogo é um profissional muito importante em todo o processo de adoção, mas é uma pena que muitas varas da infância e juventude no Brasil ainda não o tenham em seu quadro de profissionais.

O psicólogo tem muitos desafios num processo de adoção como perito de uma vara da infância e juventude. Desafios estes como, ter total consciência de seu importante papel, saber que neutralidade absoluta não existe e como pode atuar neste cenário da melhor forma.

Ele deve entender que os seres humanos são capazes de resignificar, assim como deve se permitir trazer “incertezas” ao processo, conhecer os limites do saber, é não se sentir o senhor do conhecimento e da verdade. Ser capaz de enxergar com uma visão ampliada, trabalhar seus próprios preconceitos cotidianos, desenvolver uma atuação transdisciplinar, enxergar os modelos e tendências reducionistas, elementares, usar uma lupa com humildade.

Muitas são as crianças abrigadas que sofreram abuso sexual. Este abuso pode se dar de várias formas, o ato em si, ou de forma mais cruel, sim tem uma forma pior, onde a vitima, passa a atuante da ação. Elas são manipuladas, desde pequenas, a achar que aquilo é normal, seja com carinhos mais íntimos, seja com filmes adultos, masturbação, sexo explicito... A criança cresce achando que aquilo faz parte da relação filho-pai.

E aí, quando chegar à sua casa???

Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”