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Segunda, 20 Novembro 2017 16:23

A Chegada de Teodoro

Eu, Saulo Amorim, e meu marido, Renan Sanandres nos conhecemos no princípio de 2005!

Nos conhecemos pela internet e nos apaixonamos à primeira vista. Desde o primeiro encontro, nunca estivemos longe um do outro por mais de uma semana!

Namoramos por cinco anos até decidirmos pela consolidação de nossa família.

Em 2010 formalizamos a união estável em cartório e decidimos denominá-la de noivado, porque almejávamos poder convertê-la em casamento tão logo fosse possível.

Somente em 2013 conseguimos oficializar o casamento civil, graças à decisão do CNJ que obrigou o judiciário fluminense. Celebramos esse momento com uma grande festa e com os votos de selávamos o compromisso de "construir um lar com flores, fartura e filhos".

Uma vez casados, sentimos que o momento de realizar o antigo sonho da experiência da paternidade havia chegado! Em poucos meses providenciamos a papelada e demos entrada no processo de habilitação para adoção. Começamos a caminhada no mundo adotivo no Grupo de Apoio à Adoção "Rosa da Adoção" (na Barra da Tijuca) e não deixamos de frequentá-lo após as reuniões obrigatórias.

Ao longo do processo de habilitação, confrontamos nossos desejos e definimos nosso perfil como adotantes. Almejávamos ser pais de um casal (um menino e uma menina), de zero a quatro anos. Nossos filhos já haviam nascido em nossos corações e se chamavam Teodoro e Leonor. Em maio de 2015, fomos habilitados.

Por meio do Rosa, conhecemos a Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas (ABRAFH). A ABRAFH nos aproximou de várias famílias como a nossa! Conhecemos pessoas e famílias homo e transafetivas que, com lindos exemplos de luta e empoderamento, nos deram mais forças para prosseguir.

Em 2016 participamos do I Congresso Internacional da ABRAFH e conquistamos amigos queridos e, com toda certeza, levaremos para toda vida!

Os anos passavam e a espera aumentava a ansiedade. Em 2017 deveríamos renovar a habilitação e vislumbramos, então, a oportunidade de revisar nosso perfil. Nessa altura, nos demos conta de que não éramos mais "os mesmos pretendentes". O mundo adotivo, o conhecimento e o convívio com outras famílias como a nossa, haviam transformado nossa percepção. Nos sentíamos, enfim, capazes de amar para além dos limites iniciais. Em janeiro, demos entrada no pedido de renovação e, com ele, na ampliação do perfil.

Qual não foi nossa surpresa, quando, em fevereiro de 2017, recebemos a tão sonhada ligação da vara da infância. Nosso filho Teodoro havia chegado! Um lindo bebê que comemoraria o terceiro mês de vida no mesmo dia da chegada em nossa casa. Coincidência ou providencia? Não importa! O transcendente tornara-se inesquecível.

Hoje somos três cariocas que formam uma família absurdamente comum, cheia de expectativas e dilemas. Somos pais e filho que decifram as veredas da vida, enquanto aguardam, amorosamente, a chegada da pequena Leonor!

Por: Saulo Amorim 

Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”