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Segunda, 20 Novembro 2017 16:19

Família real

Em tempos de discussão de Estatuto da Família sobre o que é ou o que deixa de ser uma família, percebo em todas as falas daqueles que apregoam do alto de tribunas e / ou púlpitos, a falta de conceitos tais como:

afeto, carinho, amor, abraços, sorrisos e por aí afora. Tudo muito árido, técnico, frio e impessoal.

Pensando nisto voltei às minhas memórias remotas dos tempos de primeira infância lembrando da nossa casa ali no bairro de Jabaquara na capital em São Paulo. Era um sobrado de esquina bem próximo da cabeceira do aeroporto de Congonhas. Lembro que um dia um avião não parou no final da pista e foi um alvoroço no bairro. Nem sei o que aconteceu, se gente morreu ou não. Certa feita um cavalo que puxava uma carroça foi atropelado por um carro e nós corremos a espiar pela janela, mas minha avó botou todos nós de castigo. Criança pequena não era para ficar vendo barbaridade.

Minha avó! Vinda de Paulista – Pernambuco nos tempos de guerra! Divorciada!!! Um escândalo. Mulher forte, filha de usineiros, mas isto é outra história.

Segunda, 20 Novembro 2017 16:19

Os filhos do amor entre iguais

A faculdade legal da adoção por uma só pessoa, independentemente de estado civil, é que permitiu aos parceiros homossexuais constituírem família com filhos. Era uma solução faz de conta. O par decidia pela constituição da família, mas só um se habilitava, não revelando sua orientação sexual. Também ninguém perguntava. Ou seja, a avaliação era mal feita, pois feita pela metade.

A adoção era deferida a um dos parceiros, mas o filho acabava tendo dois pais ou duas mães. Tal subterfúgio contornava a proibição legal que, de forma categórica, restringia a adoção por duas pessoas aos casados ou a quem convivesse em união estável.

Apesar de conviver com o par, ter dois pais ou duas mães, o filho restava completamente desprotegido com relação a quem não o havia adotado formalmente. Essa hipócrita postura protetiva resultava em total inversão de propósitos, pois acabava por deixar o filho em situação de vulnerabilidade.

Segunda, 20 Novembro 2017 16:18

Seriedade que falta é dor que sobra

Fico estarrecido – para dizer o mínimo e não ser deselegante -  com a falta de consciência de uns tantos que ainda não acordaram para a complexidade do universo de crianças abrigadas.

Parto do pressuposto – ainda sou um ser crente no lado bom da natureza humana - que esta retirada da família biológica e consequente decisão de colocação em instituição pública ou privada de acolhimento o seja sempre pelo melhor interesse da criança e adolescente. Pelo menos é o que prevê a Lei.

Seguindo esta premissa – ainda contando com o discernimento, preparo profissional e emocional de todos os envolvidos nesta questão – conclui-se que o desenvolvimento integral deste acolhido seja o melhor possível dentro das condições que - se não são ideais - sejam as que mais se aproximem de algo próximo de um lar. Claro que nada substitui o amor individualizado, se bem que coloco também esta assertiva em questionamento quando vejo um sem número de famílias com prole numerosa a qual é atendida com todo amor e carinho dentro de algumas limitações naturais.

Segunda, 20 Novembro 2017 16:18

A FÉ que habita em mim

Eu estava ouvindo uma palestra de um pai que se tornou escritor de um best-seller que trata da maravilha que é ser pai. Uma palestra realmente emocionante e que me deu vontade de abraçar este homem. Havia tanta inspiração em suas palavras e a plateia estava totalmente envolvida por ele.

Não sei qual a razão, mas imediatamente pensei em DEUS. Talvez porque tanta inspiração, tantos sentimentos bons que estavam sendo transmitidos naquela palestra trazia o que há de melhor no ser humano e – na minha concepção – esta é a tradução daquela famosa centelha DIVINA que aprendi sermos todos portadores. Tenho certeza de que uns tantos ao lerem estas linhas vão torcer o nariz. Não importa. Sei que outros tantos entenderão exatamente o que estou sentindo.

Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”