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André e Anna Laura são irmãos que vivem uma situação comum em muitas famílias: são filhos de um casal separado. Durante a semana, André vive com a mãe. Anna Laura mora numa outra casa, com a mãe também. É, são duas mães, duas Anas. Ana Claudia e Ana Lúcia casaram e há quase dez anos se separaram. E sabe o que os filhos aprenderam desde muito cedo nesta família? A entender e respeitar as diferenças.

André e Anna Laura acham até engraçado quando fazem a pergunta que eles mais ouvem na vida: como é ter duas mães?

“Para mim é normal. Meu irmão acha a mesma coisa. Então fica tudo bem”, diz Anna Laura.




Autor: Daniela Carasco

A invisibilidade enfrentada pelas mulheres lésbicas se acentua ainda mais quando elas se tornam mães. Muitas, além de não serem aceitas pela própria família, enfrentam diariamente olhares de julgamento e comentários carregados de preconceito. A lista é longa: “Quem é o pai?”, “Como vai explicar ao seu filho que ele tem duas mães?”, “E a referência masculina?”, são alguns que elas ouvem com frequência.

Não à toa, grupos de apoio surgiram nas redes sociais para ampará-las em um processo muitas vezes solitário. No Facebook, uma busca rápida por “maternidade lésbica” resulta em três páginas, que juntas somam 3.300 membros e milhares de posts relacionados ao assunto -- dicas de inseminação caseira, desabafos e celebração de gravidez.

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Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”