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Milhares de crianças e adolescentes que vivem em abrigos no Brasil têm família. O primeiro esforço da rede de proteção à infância é fazer com que eles voltem ao lar de origem como manda a lei.

Por isso, falar sobre adoção no Brasil é falar de espera.

Segunda, 20 Novembro 2017 15:58

A adoção tardia e o amor sem limite de idade

Quase 55% dos 37.283 dos pretendentes só aceitam crianças de zero a três anos, enquanto os centros de acolhimentos estão cheios de crianças mais velhas

A idade avançada das crianças e dos jovens é um dos fatores que mais limita a adoção atualmente (Foto: Pixabay)


O juizado da Infância e Juventude da comarca de São Borja está divulgando detalhes sobre o projeto Entrega Responsável. Essa prerrogativa consiste em oportunizar para mulheres que estejam grávidas a possibilidade de colocarem seus filhos para adoção após o nascimento.

O Juiz da Infância e Juventude no município, Diego Cassiano Lorenzoni Carbone, explica que essa decisão não acarreta em prejuízos jurídicos para a mulher, pois é oferecido todo o processo de acompanhamento e acolhimento após a decisão. Ele diz que, geralmente, as mulheres que colocam os filhos para adoção, são vítimas de violência sexual ou que não dispõem de um parceiro para dividir a responsabilidade, mas isso não descarta que outras interessadas participem do programa. Carbone fala que “é totalmente aceitável oportunizar para a gestante a possibilidade de escolher se ela quer participar da criação da criança”.


O Cadastro Nacional de Adoção (CNA) deverá incluir informações sobre crianças – cujo acesso será restrito aos pretendentes –, como relatório psicológico e social, fotos e vídeos, com objetivo de incentivar a ampliação do perfil desejado para adoção.

As mudanças estão sendo estudadas a partir de sugestões e reclamações de juízes e técnicos das varas de infância em workshops realizados em todas as regiões do país pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).


Para o casal Conchita Ferreiro e André Magalhães adotar uma criança mais velha não parecia ser um desafio intransponível. Há um ano e meio, eles acolheram em sua casa a pequena Helena. Na época, a menina tinha quase três anos e trouxe na bagagem algumas lembranças. As melhores delas, segundo a mãe adotiva, estão em um álbum produzido pelo Instituto Fazendo História no abrigo onde a pequena estava.

“Eu não esperava que fosse receber qualquer registro do passado dela na instituição. Mas aí o pessoal do abrigo nos entregou o álbum que lembra um diário. Tem fotos, legendas e histórias que contam como era a rotina da Helena. Mais legal ainda é que ela reconhece as pessoas, pergunta pelos amigos. Esse vínculo a gente procurou manter”, diz Conchita. O casal leva a filha para visitar o abrigo sempre que possível, e aprendeu a lidar com a história que antecedeu a adoção.

Segunda, 20 Novembro 2017 15:56

A magia da adoção e espiritualidade

Talvez já pensamos em adotar um filho um dia, mas muitas dúvidas e incertezas surgem pelo caminho ou ainda temos medo e tantos preconceitos.

Primeiramente, vamos entender o que é uma adoção. Adoção é um termo associado à possibilidade de uma mãe que não tenha condições biológicas naturais, por razão de infertilidade entre outras situações de conseguir gerar um filho. Por esses e outros motivos, a mulher resolve adotar uma criança e juridicamente, tudo será resolvido e o futuro pimpolho terá os mesmos direitos de um herdeiro biológico.

Perante a lei brasileira, quem pode adotar uma criança e quem pode ser adotado?

Os adultos maiores de 18 anos, que seja pelo menos 16 anos mais velho que o adotando; divorciados ou separados podem adotar uma criança, desde que a convivência tenha iniciado durante a união conjugal e desde que acordem com o sistema de visitas. Os avós ou irmãos não podem adotar. Neste caso, é preciso um pedido de Guarda ou Tutela que deverá ser ajuizado na Vara de Família do Fórum de sua residência.

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Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”