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Segunda, 20 Novembro 2017 16:13

A vida ensina

                               

Eu sou Wesley Marlon Eto Willi e gostaria da compartilhar um pouco da minha experiência de vida!


Tudo começou quando me tiraram da minha mãe... Desse dia em diante eu sabia que minha vida não seria a mesma, pois eu sabia que iria viver em um lugar estranho sem ela.

Quando caiu a ficha da minha irmã mais velha, que nós nunca mais iríamos ter a mesma vida que tínhamos com nossa mãe, ela jurou que não iria deixar nada de ruim acontecer com a gente, que nunca iríamos nos separar!

Durante quatro anos eu acreditei nisso, até que minha irmã mais nova foi adotada.

Desse momento em diante eu percebi que nunca iríamos viver juntos como uma família pois um dia iríamos no separar. Mas sabíamos que sempre seriamos irmãos, independentemente do que acontecesse com a gente.

Segunda, 20 Novembro 2017 16:13

Mergulhos na alma

Sempre que leio depoimentos sobre adoções tardias e as dificuldades enfrentadas pelos pais fico um tanto preocupado com algumas reações e – principalmente – pelos mais diversos e por vezes disparatados “conselhos” que as pessoas dão a estes pais e mães de primeira viagem.

Fico lembrando dos tempos em que nosso primeiro filho nasceu para nós. Um garoto negro de 11 anos de idade e que estava abrigado já há 7 anos e – consequentemente – com toda uma história de construção interior à qual - a falta de atenção individualizada, estímulos das mais variadas ordens e a luta para sobreviver dentro de uma instituição com crianças maiores e menores – deixaram suas marcas profundas. A espera de quando chegaria o seu dia de sair de mãos dadas com um pai e mãe se lhe tornava cada dia mais angustiante até que este dia chegou.

Segunda, 20 Novembro 2017 16:12

Difícil decisão

A decisão por um filho por adoção – para muitos – não é exatamente fácil. Inúmeros são os motivos que levam as pessoas à ela. Trata-se realmente de questão muito íntima a ser analisada, discutida e decidida de forma ampla, seja com a companheira ou o companheiro, familiares e – no caso de pessoas solteiras – com as pessoas com as quais mantém relações de amizade e confiança!

Não posso deixar de destacar aqui a importância de profissionais da área – psicólogos e assistentes sociais - neste processo de decisão para a vida.

Adotar bebês ou partir para a chamada “adoção tardia” faz parte desta discussão a qual suscita ainda grandes paixões, discussões – dentro e fora dos grupos de apoio a adoção – e sentimentos contraditórios.

Segunda, 20 Novembro 2017 16:12

Destruímos valores

Dia destes – mais uma vez - estava lendo algumas opiniões de legisladores e de alguns grupos religiosos dando conta de que a união homoafetiva faz parte de uma trama de determinadas mídias para destruição dos valores familiares. Estas uniões – segundo estes pensadores – são praticamente a junção de tudo o que não presta e que – se concretizadas em Lei – formarão a base para a destruição da sociedade no que se evoluiu até hoje! É como se à partir do momento em que estas uniões forem legalizadas e os direitos civis reconhecidos toda a sociedade representada pelos heterossexuais correria o risco de se tornar homossexual ! Estranho não?

Segunda, 20 Novembro 2017 16:10

Informação contra o preconceito

Sempre digo ao meu filho Wesley que ele é o grande responsável pelas transformações em minha vida nos últimos 06 anos, ou seja, desde sua concepção e chegada em minha casa. Desde então, estou cada vez mais envolvido em tudo o que envolve adoção, novas formas de família e seus direitos. Tenho vivido uma verdadeira montanha-russa de emoções ao longo deste tempo e me percebendo um tanto diferente. Não sei exatamente aonde tudo isto me levará e creio que nem seja de importância.

"Adotar" uma criança refugiada. É esta a solução que um grupo de italianos criou para responder a uma crise sem precedentes: o desembarque recorde de crianças desacompanhadas entre o vasto número de imigrantes que chegam aos portos da Sicília.

Segundo dados da organização Save the Children, só em 2015, cerca de 11.100 crianças sem pais ou familiares desembarcaram nas costas da Itália. Algumas iniciaram a travessia do mar Mediterrâneo sozinhas e outras perderam suas famílias no percurso.

Recentemente, a Acnur (agência da ONU para os refugiados) alertou que o número de crianças desacompanhadas entre os refugiados tentando alcançar a Europa não para de crescer e deve ser recorde em 2015.

Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”