Adoção
    
Saturday, 01 June 2019 01:09

Caminhada incentiva adoção de crianças e adolescentes em Belo Horizonte


FONTE: EM

Foco da campanha, que é parte de semana nacional dedicada ao tema, é a adoção tardia, de crianças e adolescentes acima de três anos de idade

Grupo se concentrou e fez alongamentos na Praça da Liberdade antes de começar a caminhada

Cerca de 400 pessoas participaram da 1ª Caminhada da Adoção, evento que aconteceu na manhã deste domingo em Belo Horizonte e busca incentivar as pessoas para a necessidade da adoção de crianças e adolescentes.

A concentração se deu na Praça da Liberdade, Centro-Sul de BH, ao som da Bombeiros Instrumental Orquestra Show (Bios), e os participantes caminharam pelas avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas.

Realizada pelo Grupo de Apoio à Adoção de Belo Horizonte (GAA/BH) e pelo Grupo de Apoio à Adoção de Santa Luzia (Gada), com suporte da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), da Fundação CDL Pró-Criança e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a caminhada teve um foco específico nas chamadas adoções tardias. Nesse grupo, estão crianças com mais de três anos, adolescentes, aqueles com necessidades especiais e também grupos de irmãos que a Justiça busca não separar.

Segundo a desembargadora Valéria Rodrigues Queiroz, que é superintendente da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJMG, 636 crianças e adolescentes estão disponíveis para adoção em Minas Gerais, mas apenas cerca de 8% delas tem características do perfil mais procurado, que são bebês de até 18 meses, do sexo feminino e brancos.

"Nós temos que quebrar esse preconceito de que o filho adotivo, que a gente adota mais velho, está sujeito a dar problemas. Não, ele vai te dar muito amor e muito carinho. Isso pode acontecer numa família biológica ou com uma criança adotada", diz a desembargadora.

Esse amor é justamente o sentimento que mais aflorou na vida do casal Bruna Ribeiro Antonucci, de 30 anos, que é psicóloga, e Welder Vieira Silva, de 28 anos, que trabalha como analista de informática, desde que os dois passaram a conviver com as duas filhas adotivas. Elas são irmãs gêmeas e hoje têm 10 anos. O processo de adoção ainda está em andamento.

Os dois sempre tiveram sonhos de serem pai e mãe, mas Bruna conta que desde adolescente não tinha intenção de gerar uma criança, o que acabou levando o casal para a adoção assim que se casaram. "Na verdade, quando a gente pensou em adoção o desejo de ser pai e mãe era grande e isso não tinha a ver com idade. Tinha a ver com essa necessidade de dar amor, de educar, de crescer junto e aí não precisava ser um bebê", diz Bruna.

Welder acrescenta que a adoção abre o coração das pessoas e desenvolve a responsabilidade relacionada ao desafio de criar um filho. "Ser pai é difícil, mas é muito bom. É um desafio todo dia e eu recomendo", diz ele. Os dois aproveitam a oportunidade para deixar um recado para aqueles que pensam em adotar. "É um amor mais puro que existe e esse amor não tem a ver com a idade. Tem a ver com a construção que você faz e é um amor surreal. Então, abra a cabeça, abra o coração principalmente, e aceite uma criança. Ela tem tanto a dar para vocês, tanto amor, que vocês vão ficar perplexos com isso", diz Bruna.

O presidente da CDL/BH, entidade que apoia a caminhada, Marcelo de Souza e Silva, destacou que é importante incentivar a adoção, pois crianças e adolescentes têm o poder de transformar uma família. "Uma criança dentro do lar muda positivamente a vida da família, então os dois lados se completam. A CDL, como parte da sociedade civil organizada está apoiando essa iniciativa e quer mostrar que não é difícil e é necessário adotar", afirma.

Antes de saírem em caminhada, os participantes fizeram alongamentos ao som dos bombeiros e foram até as avenidas Cristóvão Colombo e Getúlio Vargas, aproveitando o fechamento de parte dessas vias dentro do programa BH é da Gente.
Viver amor na família

O amor que nos une, nos torna uma família.

FAMÍLIA
Lei nº 12.010 de 2009 - Artigo 25 : "Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade." (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009)

“Na estação da vida fomos atraídos pelo vagão do destino que nos levou para uma maravilhosa viagem de encontro ao amor.”